Mudança na vacina da febre aftosa pode representar crescimento do setor

Alteração tem o objetivo de acabar com o prejuízo causado por lesões nos animais e pode levar à retomada das exportações de carne in natura aos Estados Unidos.

 

Após reivindicação do setor agropecuário, serão realizadas mudanças na vacina contra a febre aftosa. Os fabricantes devem iniciar as alterações já em agosto deste ano e concluí-las até a campanha de novembro de 2018. Serão retirados da composição o vírus C (já erradicado no Brasil) e a saponina, além da mudança de 5 para 2ml a dose. A iniciativa é fundamental para a retomada da exportação de carne in natura brasileira aos Estados Unidos, o que representa uma oportunidade significativa de crescimento ao setor, podendo trazer importantes reflexos à economia do país.

A suspenção da importação por parte do país norte-americano aconteceu em junho, devido ao aparecimento de abcessos (inflamações) na carne. Frente ao embargo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), enviou uma nota ao Ministério da Agricultura solicitando mudanças na vacina, assinada juntamente com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Associação Brasileira dos Frigoríficos (ABRAFRIGO), Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT), Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).

As instituições concluíram que a saponina adicionada à vacina oleosa, que não fazia parte da fórmula original, seria a responsável por provocar irritações no local da aplicação e, por consequência, lesões nos animais. Em decorrência do problema, as entidades estimaram a perda de até dois quilos de carne por cada animal abatido que tivesse desenvolvido abcessos.

Em recente visita a Washington para tratar do assunto, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se disse esperançoso de que a exportação possa ser retomada o mais breve possível. A primeira iniciativa do Ministério da Agricultura frente à situação havia sido uma avaliação da qualidade da vacina e a determinação de que os frigoríficos que fossem exportar carne aos Estados Unidos fizessem um corte na peça para detectar possíveis inflamações.

A comercialização da carne bovina brasileira in natura aos Estados Unidos foi uma conquista bastante recente, que ocorreu em julho de 2016. Foram necessários 17 longos anos de negociações para a abertura desse mercado, um importante feito para o agronegócio do país, que merece ser mantido.

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