Sucessão familiar: os negócios nas mãos das futuras gerações

Um dos grandes impasses da administração de empresas e de negócios familiares, inclusive no campo, é o processo sucessório de gestão. De fato, nada melhor do que ver o sonho da vida de alguém ser continuado por um membro da família, que tenha o mesmo empenho e desejo de crescimento. No entanto, durante o processo de sucessão, situações complexas a respeito dos rumos dos negócios podem surgir, e essa situação exige respostas também complexas. É preciso gerenciar os conflitos e interesses de uma empresa que está passando por esse momento de forma clara e tranquila.

O processo sucessório não é um desafio que acontece da noite para o dia, a integração dos jovens na gestão precisa ser feita de forma gradual. É importante que a sucessão comece a ser preparada ao longo dos anos, alinhando o conhecimento dos antigos gestores com as propostas das novas gerações. Esse momento de transição e de troca de conhecimento pode ser muito rico, uma vez que, ao unir os saberes de ambas as partes, são geradas novas e competitivas soluções para velhos problemas. O ideal seria ainda contar com a ajuda de empresas que realizam consultorias e análises de negócios familiares para auxiliar na criação de um projeto de sucessão acordado entre todos os membros participantes. Todo o planejamento e análise de riscos são definidos neste momento.

Na pecuária, muitos gestores estão acostumados a gerenciar a empresa de forma linear. A entrada de um membro sucessor pode renovar esse modelo, pois as novas gerações possuem modos de pensar e de administrar muito diferentes. Os jovens conseguem perceber os desafios da pecuária com outros olhos e entendem que as tecnologias e as inovações na gestão podem ser excelentes ferramentas. A combinação da sabedoria dos antigos donos com as inovações tecnológicas pode ser a solução ideal para alavancar os negócios, pois o sucesso é resultado de uma combinação de trocas, esforços e diálogos permanentes.

O novo proprietário não pode ser apenas um gestor, mas sim, um empreendedor que relaciona e administra o trabalho tradicional com as novas exigências tecnológicas do mercado. Nesse momento, surge a necessidade de estabelecer papéis e conceitos, distinguindo de forma clara: família, propriedade e empresa, para que se possa buscar rumos mais profissionais de gestão de negócios.

Os jovens já entendem que não é necessário se envolver com todas as etapas, que é possível delegar funções e parte das decisões do negócio a terceiros. As novas gerações trabalham de forma colaborativa, sem deixar de lado a competitividade, compreendem que o conhecimento especializado de outros pode aliviar a tarefa do gestor, deixando espaço para a tomada de resoluções estratégicas mais importantes. Além disso, sabem que as tecnologias são essenciais para se manter competitivo no mercado da pecuária atual, estando mais dispostos a utilizar softwares e aplicativos que otimizam a rotina na fazenda.

Diante desse cenário, é fato que o processo de sucessão familiar deverá ser longo, dialogado e bem estruturado, contando com o conhecimento e abertura de todos os envolvidos, mas que se bem gerenciado esse momento pode ser a alavanca para o sucesso e para o desenvolvimento da empresa. Abaixo, listamos alguns itens norteadores que podem direcionar os planos de ação durante o processo de sucessão familiar:

01. O processo de sucessão precisa ocorrer de forma gradual e dialogada.

02. É necessário redefinir papéis e conceitos:

Família X propriedade X empresa

03. Toda a mudança precisa considerar a opinião de todos os envolvidos.

04. Não pode haver somente uma autoridade, mas sim estar aberto à troca de conhecimentos e experiências.

05. É preciso considerar as novas soluções tecnológicas para a gestão.

06. O gestor precisa saber delegar funções e explorar as habilidades de toda a equipe.

07. É necessário ter um plano de ação bem definido e respeitar esse processo.

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